Funções

Descrição curta

Ana Clara Mendes é Cearense, Multiartista e Arte-Educadora. Formada no curso de Licenciatura em Artes Visuais pelo IFCE e Educadora Ambiental pela SEUMA. Ana transita pelas artes sequenciais, elaborando histórias em diversas superfícies. Combina escrita com técnicas de desenho e pintura, materializando narrativas visuais por meio da arte urbana, na construção de murais utilizando técnicas mistas. Também realiza trabalhos em impressos diversos, como zine e graphic novels. Ana retrata, de forma poética, temas políticos: corpo, identidade, sociedade e suas relações com o meio ambiente. Enquanto Arte-Educadora promove formações multi artísticas para pessoas de todas as idades.

Dados Pessoais

E-mail Público: anaclaragadmen@gmail.com

Endereço: Rua Silva Paulet 1854, Aldeota, Fortaleza, CE, BR

Estado: CE

Município:

CEP: 60120-021

Logradouro: Rua Silva Paulet

Número: 1854

Complemento: ape 702/ bloco B

Bairro: Aldeota

Descrição

ana clara mendes, 26 anos, nascida em Fortaleza e moradora das terras alencarinas desde então. Formou-se no curso de Licenciatura em Artes Visuais do IFCE em 2021, mas seu caminho pela arte iniciou-se bem antes. Os desenhos de criança começaram a criar uma perspectiva para a vida adulta em 2014, quando fez todos os módulos do curso de Artes Gráficas, do Porto Iracema das Artes. Nessa mesma instituição fez os cursos de ateliê Livre de Desenho com Modelo Vivo, em 2015; Percurso de História em Quadrinhos, em 2016; Navegações Estéticas – Qual a Forma desse Problema, em 2018. Além de ter participado de diversas edições do Com Figura - sessão de desenho com modelo vivo -, desde de 2018 até 2021, tal experiência possibilitou uma troca cada vez mais orgânica entre a ação de desenhar e o corpo, este mais do que um modelo, exposto aos olhares.

Em 2018, esse interesse pelo corpo e seus traços que se traduz em desenho, e vice-versa, o desenho que se traduz em seus traços, aflorou ainda mais no curso “Retrato em Desconstrução – Vivências em desenho”, na Caixa Cultural, e culminou no interesse pela dança, em cursos como “Movo eu. Move você. Como movemos, nós? O Desenho como recurso Etnográfico para pesquisa em Dança”, também na Caixa Cultural; “Danças Africanas Ancestrais” e o curso de dança contemporânea “Você sabe que eu não confio em você, Não sabe?”, este último feito no início de 2019.

Todo o processo formativo citado até aqui, foi primordial para seu fazer artístico ao longo desses anos. ana clara mendes participou da residência artística “Bem me Quer Mal me Quer”, que teve seu início em uma exposição no Galpão da Vila, no ano de 2017, e seu desfecho em outra exposição no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em 2018. Também durante 2017 e 2018, fez parte da exposição “Movência Poética: entre a forma e a paravisualidade”, no MAUC; ainda em 2018, expôs três desenhos seus no Porto Iracema das Artes, sendo dois para um projeto do Com Figura e um na exposição “Porto Marine”; em 2019, entre mais de 180 trabalhos, sua obra - e as de outras 19 artistas - foi selecionada para a exposição coletiva “Arte Resistência num Brasil de Retrocessos”, do II Festival Feminista de Lisboa. No ano seguinte, em 2020 participou da Instalação Performativa Mulheres do Mar que resultou em uma exposição no Farol da Juventude (Box Cultural), bem como na publicação de um livreto com um relato escrito seu, também foi contratada para ilustra-lo. Em 2021, participou de forma virtual da “Galeria Aberta: Estratégias de Sobrevivência”.

Para além dos cubos brancos, de forma geral, é artista urbana desde 2016, já tendo participado do DIAB4, coletivo que organizou e ministrou oficinas de lambe-lambe e stencil em lugares como o IFCE e o Centro de Defesa da vida Herbert de Souza, e no evento SAUB (Semana de Arte Urbana Benfica). Atualmente é integrante do Mais que Rosa, um grupo só de mulheres, em sua grande maioria LGBTQIAP+, que se dedicam a organizar ações voltadas somente para a arte urbana, nele atua como assistente de produção, social mídia e artista educadora. O Mais que Rosa já conseguiu alcançar muitas mulheres que não tinham contato com algumas técnicas de arte urbana ou se tinham era muito reduzido, contribuindo dessa forma para uma maior ocupação e ressignificação dos espaços que por vezes são hostis com os corpos lidos socialmente como femininos.

Artista e eterna aprendiz de tudo que corrói ou se sobrepõe, se tratando de cidades ou de miudezas. As linguagens do seu fazer artístico são as mais variadas, perpassando inclusive pela arte sequencial e escrita. Seu desenho está na palavra, assim como sua palavra está no desenho, e nas superfícies, em que ambos se encontram impressos, exploram técnicas como a linogravura, a risografia, o lambe-lambe e o bordado, embora muitas vezes um lápis ou uma caneta sobre o papel lhes bastem. Diante de tantas possibilidades, uma zine, isto é, uma pequena publicação independente, também pode surgir, afinal já foram feitas três, a mais recente em 2020. É enxergando na arte uma maneira de rasurar os poderes opressores e traçar caminhos subversivos, que sua poética visual provoca fissuras tácitas em silenciamentos ocos.
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